Na sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (1º de abril), a vereadora Gabriela Garrido (PV) utilizou a tribuna para destacar agendas institucionais recentes e reforçar a necessidade de ampliação de políticas públicas voltadas à equidade de gênero e ao apoio a famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A parlamentar iniciou seu discurso relatando uma agenda cumprida na última semana, em Salvador, na Assembleia Legislativa da Bahia. Segundo ela, o objetivo da visita foi apresentar uma política pública desenvolvida em Vitória da Conquista, com a intenção de expandi-la para todo o estado, por meio da Procuradoria da Mulher.
“Sempre fui uma entusiasta da socioeducação, e acredito que a educação para equidade de gênero, para a não violência deve começar na infância, continuar na juventude e ser reforçada na vida adulta. Então levei um livro de minha autoria com a edição da Procuradoria da Mulher e fizemos um trabalho com a Escola Legislativa em escolas infantis de Salvador. Foi muito interessante e eu acho importante levarmos o nome de Conquista para todo o estado”, afirmou a vereadora.
Ainda em sua fala, Gabriela Garrido abordou o mês de abril, dedicado à conscientização sobre o autismo, e chamou atenção para a necessidade de políticas públicas mais efetivas para amparar as famílias, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a vereadora, muitas dessas famílias são monoparentais, e dados apontam que cerca de 80% dos pais deixam o lar antes de a criança completar cinco anos de idade. Ela destacou que o município ainda não conta com um centro especializado que concentre terapias, geralmente de alto custo e difícil acesso, o que acaba sobrecarregando, principalmente, as mães.
“Não temos em nossa cidade um centro de tratamento que concentre essas terapias, que são de difícil acesso e caras. As mães, principalmente as mais vulneráveis, ficam com uma sobrecarga que leva ao adoecimento físico e mental”, pontuou.
A vereadora também relembrou uma visita realizada no ano passado à Vara da Infância e Juventude, onde, segundo ela, foi constatado o aumento significativo de ações judiciais para garantir o acesso de crianças com TEA aos tratamentos necessários. Esse cenário, conforme destacou, tem gerado uma demanda crescente no sistema judiciário.
Ao final, Gabriela Garrido fez um apelo às esferas estadual e municipal para que ampliem a atenção e os investimentos em políticas públicas voltadas a essas famílias. “Faço um apelo, tanto ao Estado quanto ao município, para que pensem com mais carinho em políticas públicas para ajudar essas crianças e essas mães”, concluiu.
Por Andréa Póvoas