Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (1º), na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, a vereadora Lara Fernandes (Republicanos) utilizou a tribuna para apresentar críticas ao cenário político nacional, abordando temas relacionados à atuação do Congresso Nacional e à efetividade de políticas públicas voltadas à proteção de mulheres, crianças e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Logo no início de sua fala, a parlamentar chamou a atenção para uma imagem exibida no plenário, que, segundo ela, simbolizava a situação enfrentada por grupos vulneráveis no país. “Esta foto representa todo o desprezo e covardia de uma classe política contra crianças, órfãos, deficientes e idosos. Pessoas indefesas que no final do mês não conseguem comprar o remédio porque roubaram a quantia que lhe restara”, afirmou.
Na sequência, a vereadora criticou a atuação de parlamentares no âmbito de uma comissão parlamentar mista de inquérito, apontando supostas manobras políticas para impedir o avanço das investigações. “A bancada da esquerda e seus aliados do centrão, na última sexta-feira, comemorando a interrupção da CPMI se valendo das mais estranhas práticas de vale-tudo para blindar os envolvidos no escândalo”, declarou.
Durante o pronunciamento, Dra. Lara também mencionou episódios envolvendo a senadora Margarete Buzetti, classificando como desrespeitosa a forma como, segundo ela, a parlamentar teria sido tratada durante sessão no Congresso. “Ela foi humilhada e expulsa do recinto em pleno exercício de seu mandato. Uma demonstração de desprezo contra uma parlamentar. E pior, contra uma mulher”, disse.
A vereadora ainda questionou a efetividade de medidas legislativas voltadas ao combate à violência contra a mulher, criticando o que classificou como incoerência entre discurso e prática. “Mas um teatro político desse desgoverno para justificar que está tomando alguma atitude para diminuir os índices absurdos de crimes contra mulheres”, afirmou.
Em sua fala, Dra. Lara elencou propostas que, em sua avaliação, poderiam contribuir de forma mais efetiva para o enfrentamento da violência, incluindo o endurecimento de penas para crimes hediondos, a redução da maioridade penal e a implementação de medidas mais rigorosas contra crimes sexuais.
“Vamos falar de forma eficiente do combate ao crime contra a mulher? Primeiro, endurecer as penas para crimes hediondos que envolvem o feminicídio. Segundo, redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Terceiro, castração química para pedófilos e predadores sexuais”, destacou.
A parlamentar também abordou a questão do cadastro nacional de agressores, criticando alterações feitas na legislação. “Do que adianta um cadastro nacional que só fica disponível enquanto o estuprador está cumprindo a pena e depois é apagado? Quantos crimes contra mulheres poderiam ser evitados se esse projeto fosse aprovado na sua íntegra?”, questionou.
Ao final, Dra. Lara retomou o episódio envolvendo a senadora e fez críticas à aplicação de leis relacionadas à misoginia. “Mas claro que, nesse caso, quando o agressor é da esquerda, não imputa em crime. Então, como podem perceber, com essa lei tão subjetiva, não estão preocupados em punir agressores de mulheres, e sim em calar a boca de quem não atende aos interesses deles”, concluiu.
Samara Dias