Imagem Ativista denuncia irregularidades no Conselho de Meio Ambiente durante Tribuna Livre na Câmara de Vitória da Conquista

Ativista denuncia irregularidades no Conselho de Meio Ambiente durante Tribuna Livre na Câmara de Vitória da Conquista

Câmara Municipal de Vitória da ConquistaSessão OrdináriaTribuna LivreNotícia

06/05/2026 10:15:00


Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (6), na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o ativista Vitor Quadros utilizou a Tribuna Livre para apresentar uma série de denúncias relacionadas à gestão ambiental do município, com foco no funcionamento do Conselho Municipal de Meio Ambiente e na administração do Fundo Municipal de Meio Ambiente.

Em sua fala, Quadros destacou a abertura de inquérito por parte do Ministério Público da Bahia (MP-BA) para apurar possíveis irregularidades. “Infelizmente, mas previsível, para surpresa de zero pessoas, está aí a notícia: o Ministério Público da Bahia abre inquérito sobre a gestão do Fundo Municipal de Meio Ambiente em Vitória da Conquista”, afirmou.

O ativista questionou a estrutura e o funcionamento do Conselho, apontando falta de transparência e possível inoperância ao longo dos últimos anos. Segundo ele, o modelo atual, em que a presidência do colegiado é exercida pela titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, compromete a autonomia do órgão. “Nem para propor no Regimento Interno a possibilidade de alternância entre Executivo e sociedade civil é possível, porque a secretária impede que o Conselho funcione”, declarou.

Quadros também relatou indícios de irregularidades na composição do Conselho. De acordo com seu depoimento, nomes estariam sendo mantidos sem a devida atualização. “A Prefeitura está repetindo a composição de pelo menos oito anos atrás. Um dos supostos integrantes sequer mora mais na cidade há anos”, disse.

Outro ponto levantado foi a ausência de publicidade das reuniões e documentos oficiais. “Eu desafio qualquer um a conseguir uma ata do Conselho de Meio Ambiente. Vocês não vão encontrar”, criticou, ao apontar possíveis violações aos princípios da administração pública, como legalidade, moralidade, eficiência e publicidade.

O ativista cobrou ainda posicionamento dos vereadores que integram a Comissão de Meio Ambiente da Casa Legislativa, pedindo que o colegiado acompanhe o caso. “Quero muito ouvir os membros da Comissão. Se o Conselho se reuniu, se estão cientes do inquérito. Isso é muito sério”, enfatizou.

Durante a Tribuna Livre, Quadros também abordou a tramitação de propostas voltadas à causa animal, especialmente a possível criação de um Conselho Municipal de Proteção Animal. Ele alertou para os riscos de que o novo órgão seja apenas consultivo. “Em hipótese alguma o Conselho Animal deve ser consultivo. Qualquer conselho tem que ser deliberativo. Se for consultivo, inevitavelmente será presidido pelo Executivo e pode acontecer a mesma coisa”, argumentou.

O ativista relacionou ainda a discussão à possibilidade de criação de um Fundo Municipal voltado às políticas públicas para animais, defendendo que haja mecanismos de controle social efetivo. “Essa denúncia é muito séria. O Conselho de Meio Ambiente precisa funcionar, e o futuro Conselho Animal deve garantir participação real da sociedade civil”, disse.

Ao final, Quadros afirmou já ter acionado o Ministério Público e cobrou celeridade nas investigações. “Acionei o Ministério Público. Agora imaginem o constrangimento de um promotor ter que convocar a secretária para firmar um TAC para fazer funcionar um conselho que ela mesma preside. É vergonhoso”, concluiu.

Samara Dias


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