Na sessão desta sexta-feira (20), ao utilizar a tribuna, a vereadora Cris Rocha (MDB) celebrou a decisão da Prefeitura de Vitória da Conquista de suspender, por tempo indeterminado e em caráter imediato, a cobrança da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) da Zona Azul. A parlamentar classificou a medida como uma vitória da população e resultado direto da atuação firme do Legislativo Municipal.
“Eu venho a esta tribuna, nesta manhã, para celebrar uma importante vitória do povo de Vitória da Conquista: a decisão da Prefeitura Municipal de suspender a cobrança do TPU da Zona Azul”, disse Rocha.
Segundo a vereadora, desde o início da discussão, a Câmara esteve atenta às manifestações populares e cumpriu seu papel institucional de mediação e fiscalização. “A população procurou os vereadores, manifestou a insatisfação, e a Câmara Municipal cumpriu o seu papel, promovendo diálogo, realizando reuniões com a Prefeitura e com a empresa responsável pela Zona Azul. Houve mobilização, houve debate e, acima de tudo, houve responsabilidade”, explicou.
Cris Rocha destacou que a decisão reflete o clamor das ruas e reafirma a importância da escuta ativa por parte do poder público. “Essa decisão é resultado direto do clamor da população e da atuação firme desta Casa, que ouviu o povo e buscou uma solução equilibrada. Hoje, a Zona Azul volta a ser o que sempre foi: um instrumento de organização do trânsito, e não de penalização da população”, pontuou.
A parlamentar também tranquilizou comerciantes e trabalhadores do centro comercial, ressaltando a importância de fortalecer a economia local. “Quero tranquilizar os comerciantes, os trabalhadores e todos os cidadãos: podem voltar ao centro comercial sem medo da cobrança do TPU. Valorizar o comércio local também é cuidar da economia da nossa cidade”.
Vereadora destaca apoio do arcebispo e defende investimento de R$ 30 milhões em casas populares
Em seu pronunciamento, Cris Rocha também ressaltou a reunião realizada com o arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, Dom Vitor Agnaldo, ao lado do presidente da Câmara, Ivan Cordeiro (PL) e de outros parlamentares. O encontro tratou da Campanha da Fraternidade de 2026, que terá como tema “Fraternidade e Moradia”.
“Tivemos um importante encontro com o nosso arcebispo metropolitano, Dom Vitor, onde discutimos a questão da moradia, que é um tema urgente e extremamente sensível em nossa cidade”, destacou Rocha.
A vereadora destacou que foi apresentada ao arcebispo a indicação da Câmara para destinar R$ 30 milhões do empréstimo de R$ 400 milhões à construção de casas populares. “Levamos ao conhecimento do arcebispo a indicação desta Casa para que, dentro dos R$ 400 milhões do empréstimo aprovado, R$ 30 milhões sejam destinados à construção de casas populares. Hoje temos um déficit habitacional estimado em cerca de 10 mil pessoas sem acesso à moradia digna”, explicou.
Ela reforçou que moradia é direito fundamental e pode transformar a realidade do município. “Moradia não é favor para ninguém, moradia é direito. Investir com recursos próprios em habitação pode transformar Vitória da Conquista em referência no nosso Estado”.
Segundo Cris Rocha, o arcebispo manifestou apoio integral à proposta. “Saímos dessa reunião muito esperançosos, inclusive com o apoio do próprio arcebispo, que manifestou total apoio a essa iniciativa. Agora esperamos que o Executivo acolha essa indicação que nasce do diálogo, da sensibilidade social e da responsabilidade pública”.
A parlamentar também defendeu que a política habitacional seja estruturada como ferramenta de enfrentamento à violência doméstica e à violência contra a mulher. “Ao priorizar a titularidade feminina nos contratos e assegurar vagas para mulheres em situação de violência, não estamos apenas entregando chaves. Estamos oferecendo a segurança necessária para que elas possam romper ciclos de abuso e ter um teto seguro para si e para seus filhos”, destacou.
Ela ainda acrescentou que cabe ao Legislativo garantir mecanismos que promovam autonomia feminina. “É uma obrigação institucional reconhecer a moradia como o primeiro degrau para a dignidade e a independência da mulher", declarou.
Mandato acompanha situação do Hospital Unimec e cobra soluções para a saúde - Ao final, Cris Rocha destacou a reunião realizada com a Secretaria Municipal de Saúde para tratar do rompimento do contrato entre a Prefeitura e o Hospital Unimec. A vereadora esclareceu que o rompimento contratual partiu de forma unilateral por parte do hospital, mas ressaltou que o poder público busca alternativas para evitar prejuízos à população.
“Participamos de mais uma reunião com a Secretaria Municipal de Saúde, com Fernanda Maron e sua equipe, debatendo com transparência e responsabilidade o impacto dessa decisão no nosso município. É importante deixar claro que a decisão partiu unilateralmente pelo Hospital Unimec. Ainda assim, o Poder Público tem buscado alternativas para minimizar os prejuízos à população”, explicou.
Ela destacou que há consenso na Câmara quanto à necessidade de diálogo e tentativa de acordo. “Defendemos de forma unânime que é fundamental uma tentativa de acordo para garantir a continuidade dos serviços e evitar que a população fique desassistida. Perder mais um equipamento de saúde é um desserviço ao nosso município”, finalizou.
Cris Rocha encerrou reafirmando o compromisso do mandato com a defesa da saúde pública, da moradia digna e da escuta permanente das demandas da população.