Durante a sessão ordinária desta sexta-feira (27), na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o vereador Subtenente Muniz (PDT) utilizou a tribuna para relatar demandas da zona rural e manifestar preocupação com mudanças no funcionamento de uma escola cívico-militar no município.
O parlamentar destacou que tem percorrido diversas localidades da zona rural e recebido inúmeras reclamações sobre as condições das estradas, agravadas pelo período chuvoso. “Tenho rodado muito na zona rural e tenho recebido muitas reclamações. A gente sabe que as chuvas ainda não cessaram, mas existem algumas providências que podem ser tomadas”, afirmou.
Segundo o vereador, há trechos atualmente intransitáveis, dificultando o deslocamento de moradores. Como medida emergencial, ele sugeriu a utilização de máquinas retroescavadeiras para intervenções pontuais.
“Tem estradas da zona rural que hoje são intransitáveis. A patrol não dá para fazer o serviço agora, então vamos com uma retroescavadeira, tapar o buraco para o carro passar até passar o período chuvoso”, defendeu.
Muniz citou como exemplo a região de Lagoa de Maria Clemência, onde, de acordo com ele, diversas comunidades enfrentam dificuldades de acesso. “Hoje, na região da Lagoa de Maria Clemência, a ambulância não chega, a viatura não chega. A gente precisa garantir essa acessibilidade, pelo menos amenizar a situação”, alertou.
O vereador também chamou atenção para a necessidade de ações imediatas para garantir o deslocamento da população. “Vamos colocar uma pedra no buraco que está aberto, para não deixar esse povo sem o direito de se deslocar, de sair de casa, de ir na feira, na farmácia. É muito triste ver isso”, declarou. Ele ainda mencionou problemas de alagamento no distrito de Pradoso e reforçou o apelo por providências do poder público.
Defesa de escola cívico-militar - Em outro ponto do pronunciamento, Subtenente Muniz demonstrou preocupação com mudanças no modelo de funcionamento de uma escola cívico-militar no município. “Fui surpreendido essa semana com a informação de que os policiais não poderão mais trabalhar na escola. Ou seja, tirou o militar, acabou a escola”, afirmou.
Segundo o vereador, a unidade atende mais de 300 alunos e é reconhecida pela qualidade do ensino, sendo procurada por famílias de diferentes bairros. “Quando o pai coloca a criança na escola, ele coloca porque é cívico-militar. Tem gente que tira o filho de escola particular e faz esforço para manter ali porque confia nesse modelo”, destacou.
Muniz lembrou ainda que a escola funciona desde 2018 e elogiou a atuação de um dos idealizadores do projeto.Por fim, o parlamentar solicitou que a Polícia Militar da Bahia, o Governo do Estado e a Prefeitura reavaliem a situação. “Que repensem e façam retornar a escola ao sistema cívico-militar, com os policiais trabalhando conforme era”, concluiu.
Samara Dias