Na sessão ordinária desta quarta-feira, 29, o vereador Edjaime Bibia (União Brasil) subiu à tribuna para manifestar sua indignação com a crise no abastecimento de água em Vitória da Conquista, especialmente na zona rural. O parlamentar classificou a situação como um "estado de calamidade" e direcionou críticas à Embasa e à demora nas obras do Governo do Estado.
Bibia destacou a precariedade vivida por mais de 100 famílias no assentamento localizado na Chácara do Fazendeiro, a apenas 3,5 km da sede. Segundo o vereador, a tubulação de água passa ao lado da comunidade para atender outras localidades, mas não atende aos moradores locais.
"É uma vergonha e é bom que a Embasa tome conhecimento: mais de 100 famílias sem água encanada na torneira. A encanação passa bem do lado e vai direto para Pedra Branca e Fazenda Azul. Já cobrei pessoalmente e até hoje não deram resposta a nenhum vereador", afirmou Bibia.
O parlamentar também demonstrou dúvida em relação ao cronograma das obras da Barragem do Catolé. Bibia relembrou que a construção se arrasta há anos e criticou a falta de transparência sobre o real estágio da obra, sugerindo que o tema voltará à pauta apenas por conveniência eleitoral.
"A adutora do Rio Catolé está atrasada há cinco anos. Estão construindo uma pequena barragem que nós visitamos com a comissão e está lá até hoje, sem dar satisfação. Aí chega a eleição agora, com certeza vão falar que vão inaugurar no início de 2027", ironizou o vereador.
Apesar das críticas ao abastecimento, o vereador aproveitou o espaço para agradecer à Secretaria Municipal de Desenvolvimento rural, mencionando o trabalho do secretário Breno e a manutenção de estradas em regiões como Lagoa Rasa, Lagoa das Flores, e Lagoa do Francisco das Chagas.
Mesmo com o período de chuvas na região, o vereador ressaltou que o problema da água potável persiste. Ele reforçou que as barragens locais atendem ao uso geral, mas o consumo humano depende do abastecimento via caminhão-pipa para as cisternas.
"Não é porque choveu que a gente vai parar de cobrar. O que o pessoal da zona rural tem que beber é água potável. As cisternas precisam ser abastecidas", concluiu Bibia, reafirmando seu compromisso com o "homem e a mulher do campo".
Por Camila Brito