Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (11), na Câmara Municipal de Vitória da Conquista, o vereador Ricardo Gordo (PSB) utilizou a tribuna para abordar temas sensíveis e de grande impacto social, como a recente condenação no caso de feminicídio de Sashira e a situação da rede pública de saúde do município.
Em seu pronunciamento, o parlamentar iniciou prestando solidariedade à família de Lucélia de Jesus, agente comunitária de saúde do município, que faleceu em decorrência de um acidente de trânsito. O vereador destacou a gravidade da violência no trânsito e lamentou a perda da servidora pública.
Ricardo Gordo também comentou a decisão judicial que condenou Rafael Souza Lima, réu confesso no caso de feminicídio de Sashira Camilly, classificando a sentença como insuficiente diante da gravidade do crime. O vereador manifestou indignação com o tempo da pena aplicada e demonstrou solidariedade ao pai da vítima, ressaltando o impacto emocional e social causado pela decisão.
Ainda durante o discurso, o parlamentar parabenizou a realização da segunda edição do Carnaval da Família, destacando a importância do evento para o calendário cultural de Vitória da Conquista.
Ao tratar da saúde pública, o vereador fez um alerta sobre a estrutura hospitalar do município. Segundo ele, Vitória da Conquista, terceira maior cidade da Bahia, conta atualmente com apenas três hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, a partir do dia 1º de março, esse número pode ser reduzido para dois, em razão do descredenciamento do Hospital UNIMEC do SUS.
Ricardo Gordo demonstrou preocupação com o impacto da medida para a população mais vulnerável e afirmou que a situação exige mobilização imediata. O vereador defendeu a união da Câmara Municipal, do Conselho de Saúde, da Comissão de Saúde do Legislativo, dos deputados que representam o município e do Poder Executivo para buscar uma solução urgente.
Ao encerrar sua fala, o parlamentar alertou que, caso não haja providências, a população que depende exclusivamente do SUS poderá ter como principal alternativa apenas a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o que, segundo ele, representa um cenário preocupante para a saúde pública da cidade.
Por Andréa Póvoas